15 de ago. de 2011

Cientistas eliminam tumores com células modificadas

Método oferece um tratamento para outras formas de cânceres, inclusive de pulmão e ovários, e mieloma e melanoma

Os linfócitos geneticamente modificados de pacientes com leucemia exterminaram os tumores e evitaram sua reaparição pelo menos por um ano, segundo um estudo da Universidade da Pensilvânia publicado na última quarta-feira, (10), pela revista “Science Translational Medicine”.

A leucemia é um tipo de câncer que afeta o sangue e a medula óssea onde se formam as células sanguíneas, e a doença ocorre quando as células produzidas na medula se multiplicam sem controle. Segundo a Sociedade de Leucemia e Linfoma, em 2010, cerca de 43,5 mil pessoas nos Estados Unidos tiveram um diagnóstico de leucemia, e aproximadamente 22 mil morreram por essa doença.

O método oferece um tratamento para outras formas de cânceres, inclusive de pulmão e ovários, e mieloma e melanoma, segundo o artigo que também se publica na revista “New England Journal of Medicine”.

“Em um período de três semanas, os tumores foram eliminados de uma maneira muito mais drástica que o esperado”, disse o principal autor do estudo, Carl June, professor de Patologia e Laboratório de Medicina no Centro Abramson de Câncer.

Após retirar as células do paciente, a equipe de pesquisadores reprogramou-as para que atacassem as células do tumor mediante uma modificação na qual usaram um transmissor de lentivírus. Esses são vírus cujo período de incubação é muito prolongado e daí seu nome, que alude à lentidão com que se desenvolvem os sinais das infecções que produzem.

O vetor codifica uma proteína similar a um anticorpo, chamada receptor antígeno quimérico (CAR, na sigla em inglês), que se expressa na superfície dos linfócitos ou células T e são destinadas a se unir a uma proteína chamada CD19

4 de ago. de 2011

Aproveite o inverno para cuidar da pele



Roupas elegantes combinam com uma pele bem tratada. E a estação mais gelada do ano é o momento ideal para se investir em tratamentos mais intensos para a pele.

Aquelas manchinhas, os resquícios do verão, a pele desidratada pelo próprio frio e que acentuam as rugas, as estrias, enfim, precisam de um investimento imediato para quem quer entrar na primavera/verão ainda mais bonito e saudável.

Conheça alguns tratamentos interessantes que devem ser realizados principalmente nesta época do ano, quando a radiação solar está presente, porém menos intensa.

Peeling
É um tipo de esfoliação e seu principal objetivo é a remoção de algumas camadas da pele, além de estimular a formação de um novo colágeno e a remoção de manchas superficiais.

O peeling pode ser químico - dividido em superficial, médio e profundo - ou físico:

Químico superficial – aplicação de ácidos que provocam uma descamação fina na pele durante cinco dias, em média. Exemplos: ácido salicílico (para pele mais acnéica e oleosa), ácido retinoico (manchas e rugas), entre outros.

Químico médio – aplicação de uma substância mais corrosiva que penetra mais profundamente na pele. Este procedimento provoca a formação de uma crosta de cor marrom na face. Neste tipo de tratamento é usado o ATA (ácido tricloro acético). Às vezes requer uns dois dias de afastamento do trabalho.

Químico profundo (aplicação de fenol) – este procedimento deve ser feito em ambiente hospitalar, com monitoramento cardíaco e profissional habilitado. Provoca queimadura intensa e remoção da derma – camada mais profunda da pele.

Físico (peeling de cristal) – é a aplicação de um cristal de alumínio em forma de pó. É o procedimento mais seguro e pode ser feito a cada 15 dias. Esta técnica garante a remoção de camada córnea (células mortas), por meio de uma esfoliação mecânica e não descama.

A aplicação do peeling químico requer cuidados mais especiais, principalmente na primeira semana após o procedimento. O maior deles está relacionado à exposição solar, pois a pele fica mais sensível.

Laser
Depilação
Existem muitos tipos de laser para o tratamento da pele do corpo e do rosto. Um dos mais indicados para esta estação do ano é da depilação definitiva. E quanto mais clara for a pele, e mais escuro for o pelo, melhor o resultado da depilação. No inverno não temos mais aquele bronzeado do verão. Logo, este é o momento ideal para fazer algumas sessões que eliminarão os pelos desagradáveis, principalmente em áreas nas quais encravam com facilidade. Quanto mais morena estiver a pele, menor será a eficácia do tratamento, pois a energia usada é menor para não causar queimaduras.

Rejuvenescimento
Alguns lasers são mais profundos e, portanto, causam uma vermelhidão mais aparente e a formação de "casquinhas" nos dias seguintes. Com a radiação solar menos intensa, a chance de complicações, como a hiperpigmentação, é menor.

Estrias
Este é o momento! O tratamento de estrias está condicionado a não exposição solar durante todo o processo. Nestes meses de friozinho, temos a oportunidade de associar alguns métodos para garantir um bom resultado. Estrias brancas (mais antigas) e vermelhas (mais recentes) respondem bem à combinação microdermoabrasão (técnica de esfoliação não cirúrgica) associada ao peeling e ao laser.

Atenção: A radiação solar é menos intensa no inverno, mas não isenta o uso de filtro solar diariamente, principalmente para quem está em tratamento dermatológico. Bom inverno!



Fonte: Dra. Márcia Purceli, dermatologista do Einstein

3 de ago. de 2011

Ampliação de procedimentos obrigatórios pode prejudicar planos de saúde, alerta associação médica

A inclusão de mais 60 procedimentos médicos na cobertura obrigatória dos planos de saúde poderá prejudicar a situação financeira das operadoras, alertou a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge).



A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou hoje (2) a lista com cerca de 60 serviços que terão de ser oferecidos pelos planos de saúde a partir de janeiro de 2012.

“Segundo as operadoras de planos de saúde do segmento da medicina de grupo, trata-se de um absurdo que pode custar a falência de algumas operadoras, principalmente
aquelas de pequeno e médio porte. O novo rol acarretará mais dificuldade para a sustentabilidade dessas operadoras, importantes na capilaridade do sistema em todo país. Além disso, o que preocupa é a falta de recursos técnicos e humanos – médicos e equipamentos de alto custo – para realizar esses novos procedimentos fora dos grandes centros”, diz a Abramge, em nota.

Quando a lista de serviços entrar em vigor, em 2012, a ANS vai monitorar as operadoras, para detectar possíveis reflexos financeiros. Caso isso venha a ocorrer, o custo adicional será incluído no reajuste posterior das mensalidades pagas pelos usuários, que é autorizado anualmente pela ANS.

De acordo com a agência, os novos serviços não devem trazer aumento de despesas às operadoras de planos de saúde, porque a maioria dos procedimentos autorizados é cirurgia em vídeo, feitas por câmeras especiais. Ainda segundo a ANS, a cirurgia em vídeo é menos invasiva do que o método tradicional e reduz o tempo de internação do paciente. Dos 60 novos procedimentos, 41 são cirurgias desse tipo.

Na última revisão da lista de serviços, feita em 2010, não foi identificado impacto financeiro para o setor, segundo a agência. Naquela ocasião, foram incluídos 80 procedimentos médicos. Em 2008, quando também houve uma atualização da lista, o impacto foi de 1,1%. A lista de cobertura obrigatória é revisada a cada dois anos pela ANS.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras, informou, em nota, que os novos serviços serão rigorosamente cumpridos pelas empresas filiadas.

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2 de ago. de 2011

hipotireoidismo

Ganho de peso é sintoma menos importante de hipotireoidismo

Cansaço súbito e contínuo é principal alerta da doença.
Muita gente já ouviu falar em hipotireoidismo – recentemente apontada pelo jogador Ronaldo Fenômeno como a causa de sua despedida do futebol – e quase todo mundo acredita, erroneamente, que o ganho de peso é o mais importante dos sintomas da doença. Não é verdade.

Um profundo cansaço, repentino e crônico, acompanhado de dor muscular, é o principal alerta do problema e deve sugerir às pessoas procurarem um diagnóstico e iniciarem o quanto antes um tratamento.
A doença
O hipotireoidismo é uma doença caracterizada pela baixa produção de hormônios pela tireoide, uma glândula localizada na região do pescoço. Estes hormônios (T3 e T4) são responsáveis pelo metabolismo e, em baixa quantidade, fazem com que o desempenho do organismo se torne lento e limitado.
Sem a tiroide o ser humano não sobrevive, visto que nenhuma célula funciona sem os hormônios produzidos pela glândula.
Existem algumas causas principais de hipotireoidismo:
• A doença de Hashimoto, que atinge cerca de 4% da população mundial. É a forma mais comum, atingindo a tireoide de forma lenta e gradativa.
• A retirada de um tumor ou nódulo na glândula.
• Tratamento de hipertireoidismo (alta produção dos hormônios pela tireoide) com iodo radioativo, que pode acabar deixando o indivíduo com hipotireoidismo.
• Doenças na hipófise, uma glândula da parte frontal da cabeça que controla várias outras glândulas, entre elas a tireoide.
• Doença no hipotálamo (bastante rara), uma área bilateral do cérebro que controla a hipófise.
O hipotireoidismo é uma doença autoimune e pode aparecer em qualquer idade, por prevalência genética, geralmente com histórico familiar. Existem famílias em que todas as pessoas sofrem da doença.
Os casos congênitos podem ser diagnosticados com o teste do pezinho, logo após o nascimento.
Hipotireoidismo x mulheres
A doença é muito mais comum entre o sexo feminino, atingindo cerca de dez mulheres para cada homem.
A faixa etária mais comum para o aparecimento da doença nas mulheres é entre 40 e 60 anos, e os seus sintomas se confundem com os da menopausa.
Sintomas
"Um cansaço súbito e contínuo é o mais marcante dos sintomas da doença. É o principal alerta para que o indivíduo procure fazer um exame", afirma o endocrinologista do Einstein, Dr. Ricardo Botticini Peres. "O diagnóstico é bastante simples, realizado pela dosagem dos hormônios no sangue do paciente", explica o médico.
Outros sintomas da doença:
• Ganho de peso ou inchaço por retenção de líquido
• Pele fria e mais grossa
• Unha quebradiça
• Queda de cabelos
• Ciclos menstruais com mais hemorragia
• Maior pressão arterial
"Diferente do que as pessoas acreditam, com hipotireoidismo o indivíduo ganha no máximo cinco ou seis quilos, por causa da retenção líquido. O cansaço provocado pela doença pode inclusive diminuir a vontade de comer", explica o endocrinologista.
"Ela não é responsável pela obesidade. Dos obesos, poucos têm a doença", afirma.
Tratamento
O tratamento do hipotireoidismo é bastante simples, realizado apenas com a reposição dos hormônios em formato sintético. Embora eles não causem nenhum efeito colateral, devem ser tomados para o resto da vida do indivíduo. "O tratamento é contínuo e deve ser controlado profissionalmente para regular a dose com o passar do tempo. Depois de iniciado, em oito semanas o paciente está bom e volta ao seu estado normal", explica o médico do Einstein.
"Sem o tratamento, a pessoa fica lenta, urina menos e pode apresentar sintomas como demência e hipertensão. Se a reposição for realizada, a doença não reduz o tempo de vida do paciente", conclui o endocrinologista

Transtorno bipolar

Transtorno bipolar: a vida na montanha russa

Primeiro a angústia, o desânimo, a falta de vontade de se levantar da cama. Depois, vêm a animação, extrema autoconfiança, sensação de poder, vontade de fazer mil coisas ao mesmo tempo. A primeira impressão é que essas sensações são de duas pessoas, uma depressiva, outra eufórica.
Mas, na verdade, trata-se do mesmo homem ou mulher – alguém que sofre de transtorno bipolar de humor, doença psiquiátrica que atinge cerca de 3% da população mundial, caracterizada por oscilações abruptas de humor, com episódios de depressão e de mania (o oposto da depressão).
A doença mental está entre as dez que mais afastam os brasileiros do trabalho. Ocupa o terceiro lugar na lista, depois da depressão e da esquizofrenia, conforme levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em novembro de 2007.
“O humor é o pano de fundo da nossa vida emocional. Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa. O humor pode oscilar muito e de forma muitas vezes independente do que ocorre ao redor. Os acontecimentos influenciam de forma nem sempre previsível. Se morre alguém, imagina-se que a pessoa fique triste, mas o bipolar pode entrar numa crise de euforia, ficar ‘elétrico’, ou mesmo irritável e não porque não gostava da pessoa, mas porque o estresse desencadeou uma instabilidade da doença. Por isso, o transtorno é imprevisível”, explica Sérgio Nicastri, psiquiatra do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Normalmente, se acontecem coisas boas, as pessoas ficam alegres, se acontecer algo ruim, ficam tristes. Para quem tem transtorno bipolar, a lógica não é sempre essa

Uma das principais evidências de que a doença está relacionada às reações químicas do cérebro é que os remédios dão resultado. Entretanto, o mecanismo de funcionamento da doença é um processo extremamente complexo. Ainda não há certezas sobre neurotransmissores ou reações químicas que estejam envolvidas no desencadeamento da doença. O que se sabe é que alterações da serotonina e da noradrenalina cerebrais estão relacionadas à depressão e a dopamina é o neurotransmissor mais relacionado aos episódios de mania.
Gangorra de sentimentos


Não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo

“Não tinha idéia do que estava acontecendo comigo. Ia trabalhar todos os dias, mas, quando o ponteiro marcava três horas, era como se fosse um relógio biológico, eu precisava largar tudo o que estivesse fazendo e sair correndo para casa. Porque era insuportável continuar. Eu me jogava na cama e apertava o edredom contra meu peito, a sensação era que ele estava completamente aberto, sem nenhum tipo de proteção e coisas poderiam escapulir dali. Doía muito e o cobertor me dava segurança. Pouco depois, soube que isso se chamava angústia.”
Esse é um trecho do livro Não Sou Uma Só: Diário de Uma Bipolar, de Marina W. (editora Nova Fronteira). Trata-se de uma autobiografia que traz as alegrias e as angústias dessa jornalista, que só descobriu ser bipolar depois de casada e mãe de dois filhos, segredo guardado por ela durante mais de 20 anos. O diagnóstico tardio, inclusive, é um dos principais problemas no tratamento. Ainda é muito comum o paciente ser visto apenas como depressivo quando, na verdade, vai de um extremo a outro.
A transição abrupta entre as fases depressivas e maníacas é chamada pelos médicos de virada de humor. Os episódios de mania e depressão podem variar em dias, semanas ou até meses. “Os bipolares também têm fases de normalidade”, afirma o dr. Nicastri.
Durante a depressão, as sensações são de diminuição da energia, redução ou até incapacidade de sentir prazer, melancolia, desesperança e pensamentos pessimistas ou negativos, que podem incluir a idéia de suicídio. Os episódios de mania geralmente envolvem sensação aumentada de energia e poder, aceleração da velocidade do pensamento, diminuição da necessidade de sono, idéias de grandiosidade e comportamentos desinibidos e pouco críticos, que podem resultar em gastos excessivos, por exemplo. Muito do que se faz nessa fase, os bipolares nem sequer sonhariam em fazer no estado normal de humor.
Para desencadear uma crise não há motivos ou situações específicas. O estopim pode estar relacionado ao estresse, tanto positivo quanto negativo. Perder o emprego, separar-se ou mesmo casar-se e receber uma promoção no trabalho podem ser fatores com potencial para provocar uma crise de mania ou depressão. “Nos pacientes em tratamento, o uso irregular ou mesmo a interrupção da medicação são um fator importante para que novos episódios da doença voltem a se manifestar”, enfatiza o dr. Nicastri.
Diagnóstico na balança
Existe uma tendência de que, em uma mesma família, haja várias pessoas com diagnóstico da doença, o que sugere uma grande participação genética nesse transtorno. Entretanto, ainda não há comprovações científicas. Os fatores ambientais também interferem na manifestação do problema.


O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores


“O estresse e a rotina agitada podem colaborar para que os efeitos da doença sejam maiores ou menores”, explica o psiquiatra. Hoje, o ritmo de vida é mais acelerado, o acesso e o consumo de substâncias lícitas e ilícitas que interferem no humor são mais fáceis, por exemplo.
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para o paciente, sua família e amigos. O fato é que alguém que tenha depressão vai procurar ajuda porque se sente mal. Porém, a pessoa que passa por crises de euforia sente-se muito bem – até demais – para achar que esse estado inspire cuidados médicos. Isso pode atrasar a procura por ajuda e, conseqüentemente, o tratamento.
É uma barreira explicar e convencer alguém de que aquele estado de energia intensa, por mais agradável que pareça, é uma doença, por conta dos riscos a que a pessoa se expõe, como a impulsividade que leva a comportamento sexual desinibido, entre outros atos impensados.
Familiares e amigos podem ajudar o psiquiatra nesses casos, sinalizando comportamentos não habituais. Nos casos de gradação leve da doença, a chamada hipomania – quando o paciente é tímido e se torna extrovertido, por exemplo –, quem convive com a pessoa deve sinalizar ao médico que normalmente ela não se comporta daquela maneira. Entretanto, para o paciente é difícil perceber que essas mudanças no comportamento são manifestações do transtorno, mesmo que em grau leve.
Embora a doença apareça mais frequentemente no fim da adolescência ou início da vida adulta, crianças e adolescentes também podem sofrer com esse transtorno. Nos EUA, o número de diagnósticos de bipolaridade entre crianças e adolescentes cresceu 40 vezes na última década. A hipótese para esse aumento é a maior conscientização de médicos sobre o transtorno ou ainda um possível excesso de diagnóstico, em que uma criança mal-humorada pode ser tratada como doente.
Medicamentos e terapia: o caminho para uma vida normal
Assim como uma série de outras doenças, o transtorno bipolar não tem cura, mas controle. É como ter hipertensão ou diabetes: a doença continua ali, mas o paciente aprende a reconhecer sinais, controlar e conviver com ela, enquanto leva uma vida normal. “Queremos que o paciente seja o gerente de sua saúde para reconhecer uma estabilidade ou piora da doença, além de tomar os remédios corretamente”, esclarece o dr. Nicastri.
Os medicamentos mais utilizados atualmente são o lítio e alguns anticonvulsivantes, pois mostram bons efeitos na estabilização do humor. Algumas vezes, podem ser indicados também antidepressivos, mas com ressalvas porque podem, em vez de trazer o paciente para um estado de normalidade de humor, induzir à crise de euforia. Medicamentos conhecidos como antipsicóticos, sobretudo alguns desenvolvidos mais recentemente, têm sido empregados como estratégia para obter a estabilização de humor.
O lítio, primeiro estabilizador de humor, descoberto na década de 1970, ainda é largamente utilizado. Essa substância foi consagrada porque – além de tratar o transtorno bipolar – é capaz de prevenir novas crises. O problema é que se trata de uma substância potencialmente tóxica, o que torna a monitoração da sua quantidade no sangue fundamental para a segurança do tratamento.
Além dos medicamentos, a terapia pode ajudar a pessoa a entender que tem uma doença e a aceitar o tratamento. É dar-se conta de como funciona o transtorno e saber diferenciar o que é normal do que foge do controle.

1 de ago. de 2011

Vizinhança interfere em escolhas de alimentação de jovens

Adolescentes e crianças que vivem ou frequentam escolas em vizinhanças com muitos restaurantes e lojas de fast food tendem a se alimentarem de forma menos saudável do que jovens rodeados por opções mais benéficas.
Susan Babey, autora de uma pesquisa desenvolvida sobre o tema na Universidade da Califórnia, afirma que “você é o que você come. Você é, também, onde você vive. E se você vive em um lugar onde tem um restaurante de fast food em cada esquina ou uma loja de conveniência em cada quarteirão, com poucas alternativas saudáveis, você tem mais chances de comer porcaria”.
Uma alimentação equilibrada é extremamente importante para o bem estar e amanutenção da saúde. O acompanhamento com um nutricionista é sempre recomendável.

Preocupação pode prejudicar relacionamentos

Quem é muito ansioso frequentemente danifica suas relações com família, amigos e parceiros. Os métodos que eles encontram para lidar com seus relacionamentos muitas vezes são negativos e destrutivos, como o excesso de zelo ou desprendimento.
O acompanhamento psicológico pode ser benéfico por ajudar a pessoa a lidar melhor com as dificuldades de se ter uma personalidade ansiosa, ensinando-a a se relacionar mais tranquilamente com as pessoas ao seu redor.

Mais sobre ansiedade

11 de março de 2011 (Bibliomed). Já imaginou usar a luz para tratar distúrbios relacionados com a ansiedade? É o que propõe pesquisadores da Universidade de Stanford. Esses usaram a luz para ativar os neurônios de ratos e identificar com precisão os circuitos neurais de comportamentos que aumentam ou diminuem relacionados à ansiedade.
Os distúrbios de ansiedade são a classe mais comum entre os problemas psiquiátricos. Entre as doenças relacionadas com a ansiedade pode-se citar o transtorno de estresse pós-traumático, transtorno obsessivo-compulsivo e fobias, além de depressão e abuso de substâncias, seja drogas, álcool ou comida.
Liderados pelo professor de psiquiatria Karl Deisseroth, o grupo identificou duas vias principais do cérebro: uma que promove e outra que alivia a ansiedade. Essas estão em uma região do cérebro chamada amígdala, que, segundo estudos anteriores, tem papel no desenvolvimento e controle da ansiedade.
O trabalho desenvolvido pela equipe de Deisseroth usa uma ferramenta chamada Optogenetics, que combina genética e ciência óptica para manipular seletivamente a forma como um neurônio é acionado no cérebro. Dessa forma, os cientistas manipulam geneticamente neurônios específicos para montar uma proteína ativada pela luz normalmente encontrada em algas e bactérias. Quando acionado por certos comprimentos de onda da luz, estas proteínas permitem que os investigadores aumentem ou diminuam a atividade neuronal no cérebro e observem os efeitos desse processo nas cobaias.
O Optogenetics tem sido utilizado para estudar a função da amígdala no medo comportamentalmente condicionado, mas só agora esta sendo aplicado em estudos relacionados à ansiedade. Deisseroth explica que medo e ansiedade são sentimentos diferentes: “o medo é uma resposta a uma ameaça imediata, mas a ansiedade é um estado de apreensão sem nenhuma ameaça imediata. Eles compartilham as mesmas saídas, por exemplo, manifestações físicas, tais como aumento da freqüência cardíaca, mas os controles são muito diferentes", afirma. Segundo o cientista, a partir de agora, entendendo como o funcionamento das amígdalas influencia na ansiedade, pode-se desenvolver tratamentos mais eficazes.

O que é carboxiterapia ?

Carboxiterapia é um tratamento bastante utilizado na medicina estética. Consiste na utilização de anidro-carbônico (CO2), um gás atóxico, presente no corpo humano. O CO2 também é utilizado na medicina tradicional em cirurgias, histeroscopias, e como contraste em exame laboratorial. A carboxiterapia possibilita um tratamento rápido e efetivo.
Mais informações sobre Carboxiterapia:
Quas as indicaçõies para a carboxiterapia?
A carboxiterapia é indicada para diversos tratamentos:
o celulites,
o flacidez da pele,
o estrias,cicatrizes,
o olheiras,
o pré e pós lipoaspirações,
o queda capilar
Sua indicação pode ser feita, também em associação com outros tratamentos para potencializar os resultados.
Como funciona?
O tratamento com carboxiterapia é feito com injeção do CO2 (anidro carbônico) através de um equipamento e agulhas.O CO2 é um gás é medicinal e atóxico, isento de efeitos colaterais. É injetado no tecido subcutâneo, onde se depositam as gorduras.


Quais são seus efeitos?
o Melhora a circulação;
o Melhora elasticidade da pele;
o Reduz adiposidade(gorduras) local.
Quantas sessões são necessárias para se ter resultado?
Depende da aplicação e do tratamento, em geral, nota-se a melhora da qualidade da pele, dos contornos e redução de medidas com uma média de 10 sessões, realizadas 2x por semana. Os resultados começam a surgir na 3ª sessão.

Existe contra-indicação à carboxiterapia?
Por ser um tratamento realizado com um gás presente no nosso próprio organismo, é um tratamento seguro e, praticamente, sem contra-indicações, nem reações adversas.
Deve-se evitar o uso em: Gestantes, lactantes, pacientes com doenças de pele, obesidade mórbida, infecção em membros inferiores ou rejeição a agulhas.

SUS precisa gastar melhor para saúde melhorar

Revista lembra que o Programa Saúde da Família atende só metade dos brasileiros e que o Brasil gasta mais com hospitais do que em prevenção.

O Sistema Único de Saúde (SUS) precisa gastar melhor o seu orçamento para oferecer um serviço de atendimento com mais qualidade aos brasileiros, segundo a revista "The Economist" desta semana.
Após citar os esforços do Programa Saúde da Família, expandido no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, e as políticas de combate à miséria extrema e de saneamento básico, uma das bandeiras da presidente Dilma Rousseff, a revista diz que tais medidas não bastam para resolver o problema.
Para a "Economist", é preciso 'mudar a forma com que o orçamento do SUS é gasto' para melhorar o sistema. O semanário cita uma pesquisa publicada pela revista especializada em ciência "The Lancet", dizendo que o SUS gasta pouco na compra de medicamentos porque boa parte do dinheiro é usada no fornecimento de tratamentos caros a pacientes que ganham na Justiça o direito de ter pagas terapias não cobertas pelo sistema.
A revista lembra ainda que até a Constituição de 1988 declarar a saúde um direito do cidadão, o Brasil, como a maior parte dos vizinhos latino-americanos, tinha um sistema duplo: um primeiro voltado para trabalhadores com emprego formal e um segundo para o restante da população.
"Apesar da determinação constitucional, cerca de 60% de todo o gasto em saúde no Brasil é privado - percentual maior que a maioria dos países latino-americanos e ainda maior que a dos Estados Unidos", diz a "Economist".
A revista ressalta que os gastos privados dão cobertura a 'uma minoria rica e jovem' e que os gastos com o SUS correspondem a apenas 3,1% do PIB brasileiro.
Contradições
O semanário britânico mostra as contradições do SUS, ilustradas com o caso do Instituto do Câncer de São Paulo. "Equipado com tecnologia de ponta, [o hospital] oferece todos os tratamentos mais avançados, bem como aulas de culinária saudável e origami para aliviar o estresse", diz o texto.
A "Economist" ressalta, no entanto, que o hospital altamente especializado de São Paulo é apenas o lado eficiente do SUS. A revista lembra que o Programa Saúde da Família, um dos de maior alcance do sistema, atende apenas metade dos brasileiros, sendo que um quarto da população tem algum tipo de plano privado de saúde e os outros 25% restantes - moradores de áreas rurais ou de favelas localizadas em periferias de centros urbanos - não são atendidos pelo sistema.
Para a "Economist", a saúde é uma das questões que mais preocupam os brasileiros, lembrando que uma pesquisa de 2007 colocou o tema como preocupação ainda mais relevante que a economia.

Super Anticorpo pode resultar em vacina universal contra Gripe

Anticorpo é capaz de neutralizar dois principais grupos de vírus da gripe A.
Laboratórios precisam 'atualizar' vacinas de acordo com cepa de vírus.

Cientistas encontraram um 'superanticorpo', o FI6, capaz de combater todos os vírus da gripe tipo A em humanos e animais, e a descoberta pode abrir caminho para a produção de novos tratamentos antigripais.
Pesquisadores da Grã-Bretanha e Suíça usaram um novo método e identificaram o anticorpo em um paciente humano capaz de neutralizar os dois principais grupos de vírus da gripe A.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha e pela empresa privada suíça Humabs, e seu resultado foi publicado nesta quinta-feira (28) na revista Science.
É um passo preliminar, dizem os cientistas, mas crucial para o eventual desenvolvimento de uma vacina universal contra a gripe.
Atualmente, os laboratórios precisam alterar todos os anos a composição das vacinas, de acordo com a cepa do vírus que estiver circulando - um processo caro e demorado. Já a vacina universal poderia proteger as pessoas durante décadas, ou mesmo pela vida toda, contra todas as cepas de vírus da gripe.
Subtipos de gripe
No artigo, os pesquisadores explicaram que os anticorpos atingem uma proteína do vírus chamada hemaglutinina. Devido à sua rápida evolução, existem hoje 16 subtipos diferentes da gripe A, divididos em dois grupos. Os humanos geralmente produzem anticorpos contra um subtipo específico.
Pesquisas anteriores já haviam localizado anticorpos que funcionam com vírus do grupo 1 e com a maioria dos vírus do grupo 2, mas não com ambos.
A equipe usou um método que aplica a cristalografia de raios-X para examinar enormes quantidades de amostras de células do plasma humano, aumentando assim as chances de localizar o anticorpo 'universal,' mesmo sendo ele extremamente raro.
Ao identificarem o F16, eles o injetaram em ratos e furões e descobriram que protegia também os animais contra os vírus do grupo 1 e 2

Planos de Saúde que se negarem a aceitar idosos podem receber multas

Plano de saúde que se negar a aceitar idosos pode receber multa
Determinação da ANS vale também para deficientes e doentes crônicos.
No dia 2 de agosto, agência vai determinar novas mudanças aos planos


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou nesta sexta-feira (29) uma determinação que pode resultar em multa para as operadoras de saúde que se negarem ou dificultarem a aceitação de idosos, portadores de necessidades especiais ou doenças crônicas em seus planos de saúde. Caso seja confirmada a negativa, o plano de saúde pode receber uma multa de R$ 50 mil, aplicada pela ANS.

A súmula da ANS passa a valer a partir desta sexta-feira (29). Pacientes que se sentirem prejudicados pelos planos podem fazer as denúncias pelo telefone, por meio do canal ANS – 0800-7019656 –, ou pelo site. Segundo a agência, não há um prazo estabelecido para que as denúncias sejam apuradas, mas o paciente que fizer a reclamação será mantido informado dos procedimentos que estiverem sendo tomados.

Novas regras
Na próxima semana, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) também pretende publicar uma nova lista de procedimentos que devem ser oferecidos pelos planos de saúde. A relação, que deve ser publicada no dia de 2 de agosto, vai trazer 50 novos procedimentos, como cirurgias por vídeo que precisam ser oferecidas pelos planos.

A lista da ANS, que é alterada a cada dois anos, também vai ampliar a oferta de profissionais obrigatórios na oferta dos planos. A nova lista vai trazer áreas como terapia ocupacional e fonoaudiologia.

Implante de Aparelhos Auditivos agora é feito pos operadoras de Planos de Saúde

Foi Divulgado Pelas Agências de Saúde que a resolução do implante "coclear" mais conhecido como ouvido biônico, subistitue as próteses tradicionais




O "implante coclear" foi incluído entre os procedimentos cobertos pelos planos de saúde, conforme resolução publicada nesta sexta-feira (29) no Diário Oficial da União. A cirurgia consiste na colocação de um aparelho auditivo que substitui as próteses tradicionais para pessoas com diagnóstico de surdez total ou quase total.

A resolução é da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que inclui o implante no "Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde", lista que determina a cobertura assistencial mínima dos planos privados de assistência à saúde contratados a partir de 1º de janeiro de 1999.

De acordo com o Grupo de Implante Coclear do Hospital das Clínicas e da FMUSP, o aparelho de alta complexidade tecnológica, popularmente conhecido como "ouvido biônico", é composto de duas partes: uma interna e outra externa.
"O implante é que estimula diretamente o nervo auditivo através de pequenos eletrodos que são colocados dentro da cóclea e o nervo leva estes sinais para o cérebro. É um aparelho muito sofisticado que foi uma das maiores conquistas da engenharia ligada à medicina. Já existe há alguns anos e hoje mais de 100.000 pessoas no mundo já o estão usando", informa o site do grupo.


Reprodução artística de um implante coclear em um
ouvido humano. Equipamento estimula nervo auditivo,
que transmite sinais ao cérebro para recuperar a
audição (Foto: Divulgação/Orozimbo Alves Costa)


Avanço
Segundo a fonoaudióloga Maria Cecília Bevilacqua, professora titular em audiologia da Universidade de São Paulo e que trabalha com o implante coclear nas redes privada e pública de saúde, a resolução publicada pelo governo é um avanço tecnológico importante para os deficientes auditivos.
“O implante é recomendado para quem teve perdas severas ou profundas na audição, ou seja, é para quem não consegue entender o que outra pessoa fala ao telefone, por exemplo. O Sistema Único de Saúde (SUS) financiou no ano passado 680 cirurgias, um número baixo. Agora com os convênios realizando este procedimento, o alcance será maior”, disse.
De acordo com a especialista, aproximadamente 300 mil pessoas no Brasil sofrem com problemas graves de audição e necessitariam receber um “ouvido biônico”, denominado desta forma por ter sido o primeiro órgão humano a ser recriado tecnologicamente. O custo da cirurgia e do aparelho é de aproximadamente R$ 100 mil.
Fonte: G1 São Paulo

www.planodesaudesp.com.br