20 de nov. de 2009

Aquisição não é bem vista pelo mercado



Compra da Amil deve prejudicar a concorrência do setor
A compra de mais de R$ 612 milhões da Medial pela Amil não tem agradado o mercado. Embora a aquisição ainda não tenha sido aprovada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o setor da saúde já se mostrou contra a ação.
De acordo com o consultor e economista Pedro Fázio, da Fázio Consultoria, o fato de o grupo passar a ter mais de quatro milhões de vidas é preocupante em relação à concorrência, que, consequentemente, terá que se dedicar a criar novos serviços, com maior eficiência. "É um lado que precisa ser bem cuidado, afinal estamos sendo bombardeados com informações societárias", afirma.
Há cerca de um ano o Brasil perdeu quase 1,5 mil operadoras de planos de saúde, devido a exigência de garantia de reservas e solvência num negócio onde se tem uma taxa de resultado pequena. "Você precisa de massa e agregar cada vez mais vidas e só no crescimento vegetativo isso não tem se mostrado eficiente, então as empresas estão viabilizando seus resultados através da aquisição de outras empresas."
Aquisição que vinha sendo questionada e negada pelas empresas há mais de um ano. Mas negar, segundo Fázio, é a melhor maneira já que ações como está não podem ser resolvidas em poucos meses e requerem investimento significativo.
A saúde suplementar é considerada um mercado altamente concentrado, com cerca de 40 operadoras de saúde com 50% do marketing share e vários focos. No caso Amil, o grupo opera com redes próprias de serviço e, ainda assim, os seus prestadores se sentem acuados, tendo alguns deles, como efeito, seu rendimento achatado. "Os primeiros resultados são sempre sentidos internamente, eles não soam sobre os consumidores", explica.
Por outro lado, o consultor considera uma alternativa saudável da Medial, uma vez que a companhia vinha informando para o mercado o acumulo de seguidos prejuízos.
O presidente da Federação Brasileira de Hospitais, Eduardo de Oliveira, também aposta que a compra da Medial pela Amil traz resultados negativos para o setor, em especial o hospitalar.
O executivo considera a ação um exemplo de verticalização que ocorre em saúde, mas com um agravante: a monopolização do setor. "Aquela pluralidade de mercado que se deseja vai ficando concentrada nas mãos de poucos, há um indicador de que isso não seria bom, no caso dos hospitais eles passam a ter um cliente a menos", argumenta Oliveira ao comentar que cerca de 70% dos usuários estarão sob o comando de apenas três ou quatro operadoras.
Além da redução de serviços, a somatória das duas empresas deve resultar na demissão de funcionários, segundo o presidente da FBH. "Esse é um tipo de fusão que merece passar pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico para saber a avaliação do mercado", avalia.
Os dois executivos acreditam que não há motivos para a ANS barrar a compra milionária da Amil. "O poder da agência está concentrado na avaliação da continuidade da viabilidade desse negócio e certamente a Amil tem condições de assumir a Medial. Não vejo por onde a ANS poderia se pautar", analisa Fázio.
Oliveira concorda: "Não tem uma fórmula mágica e a própria agência teria dificuldade de negar essa aquisição", conclui.
A ANS não se pronunciou até o fechamento da matéria.

Amil compra controle da Medial por R$ 612,5 milhões



Participação no mercado da Amilpar em São Paulo passará de 7,9% para 15,1%
A Amil acaba de adquirir 51,9% das ações ordinárias da Medial Saúde por R$ 612,5 milhões o que equivale a R$ 17,2 por ação da Medial Saúde e aproximadamente R$ 8,4 por ação da Medial Participações. Do preço de aquisição das Ações mencionado acima, 20% será pago a título de sinal em até 3 dias úteis da data de assinatura do Contrato, e o saldo será pago à vista na Data de Fechamento. Os recursos que serão utilizados na transação serão provenientes de recursos em caixa.
A aquisição deve consolidar a posição da Amilpar no mercado de saúde suplementar brasileiro. Após a aquisição, a participação no mercado da Amilpar em São Paulo passará de 7,9% para 15,1% e no Brasil irá de 6,2% para 10,1% com um total de 4,2 milhões de beneficiários em planos de saúde e 986 mil em planos dentários. A transação aguarda a avaliação da Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Grupo Amil inaugura unidade avançada do Tatuapé

Novo espaço faz parte do Hospital Vitória
O Grupo Amil abre nesta quarta-feira (18) as operações da Unidade Avançada Tatuapé. O espaço faz parte do Hospital Vitória, previsto para ser inaugurado no segundo semestre de 2010. Com o objetivo de unificar a atenção na saúde e agilizar os atendimentos em diversas especialidades, a unidade conta com serviços materno-infantil; total care; clínica de emagrecimento e de cefaleias.
Além disso, serão oferecidos atendimentos nas áreas de clínica médica, otorrinolaringologia, proctologia, gastroenterologia, cirurgia geral, ortopedia, endocrinologia, neurologia e dermatologia. Exames de ultrassonografia e de ecocardiograma, por exemplo, também poderão ser feitos na unidade.
Estima-se uma capacidade mensal de 25 mil consultas ambulatoriais e mais de 10 mil atendimentos no pronto-atendimento.
O projeto do Hospital Vitória conta com 13 pavimentos, contendo 233 leitos, distribuídos entre 87 leitos-suítes, 56 leitos-enfermarias e 68 leitos de UTI Adulto/Coronariana, 22 leitos de UTI Neonatal, além de heliponto e pronto-socorro com mais de 600 metros quadrados.

Venda da Medial marca processo de consolidação do setor de planos de saúde


A compra da Medial Saúde reforçará a liderança da Amil no mercado de planos de saúde, marcado por um ciclo de consolidação observado no setor na última década.
“A Medial sempre teve uma boa estrutura de ativos, mas sua gestão de custos nunca foi muito eficiente, o que deve mudar com a fusão das duas operações”, avalia o analista especializado no setor de saúde do banco Santander, Daniel Gewehr.
A Amil anunciou nesta quinta-feira um acordo para a compra por R$ 612 milhões do controle Medial. Foi a sexta aquisição realizada pela Amil nos últimos dois anos. Com a compra, o faturamento da Amil chegará a R$ 7 bilhões por ano.
A Amil já era maior empresa de planos de saúde do Brasil, com cerca de três milhões de clientes e 6,4% de participação de mercado. A empresa incorporará mais 1 milhão de beneficiários, aumentando sua fatia para 10,1%. Apenas no Estado de São Paulo, a participação quase dobrará, passando de 7,9% para 15,1%.
A empresa será a segunda colocada no segmento de planos odontológicos, com 986 mil clientes.
Segundos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 2,7 mil companhias operavam na área de planos de saúde no começo da década. No primeiro semestre deste ano, esse número foi reduzido para 1.723 empresas.
Houve uma onda de fusões e aquisições. “Essas consolidações eliminam o que chamamos de ‘piratas do mercado'. Isso é positivo para os consumidores que se beneficiam com assistência médica de melhor qualidade”, explica Gewehr.
As ações das duas empresas tiveram comportamento opostos no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) na quinta-feira. Enquanto os papéis da Medial tiveram alta de 1,73%, encerrando o dia a R$ 14,70, as ações da Amil tiveram baixa de 2,37%, fechando a R$ 11,91.
A aquisição será submetida à aprovação da ANS e às autoridades do sistema brasileiro de defesa da concorrência. Em nota, a ANS só se pronunciará depois de ser notificada oficialmente do negócio.
Leia mais sobre: fusões

10 de nov. de 2009

Operadoras já cobrem exames da gripe A, mas preços não devem subir

Operadoras já cobrem exames da gripe A, mas preços não devem subir

SÃO PAULO - Algumas operadoras de planos de saúde já estão cobrindo o exame de identificação da gripe A, mas os custos dos planos não devem subir por conta disso, segundo informa o presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), Arlindo de Almeida.Isso porque o exame, que custa, em média, R$ 115, só é feito por quem está gravemente afetado, explica."O exame é absolutamente desnecessário, só é indicado em casos mais graves. Caso [o paciente] precisasse, o plano de saúde faria, porque ele é mais barato do que uma internação na UTI, que pode chegar a custar R$ 10 mil, R$ 11 mil por dia."OperadorasDentre as operadoras de saúde consultadas pela InfoMoney - Amil, Sulamérica, Medial e Porto Seguro -, somente as duas últimas confirmaram a cobertura da realização do teste da Gripe A.No que diz respeito aos impactos da nova gripe no número de atendimentos, a Amil, por exemplo, registrou alta de 30% a 50% nas consultas de emergência, de 20% nas internações de emergência e de 25% nos exames de raio-X e hemograma.A Porto Seguro, apesar de não divulgar números, também confirma aumento na demanda, por conta da gripe.

Mudam reajustes dos planos de saúde

Entrou em vigor na terça-feira (03/11/09) as novas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para os planos de saúde coletivos contratados por empresas e associações. Essas regras, no entanto, são criticadas pelo setor privado.
A Resolução Normativa nº 200, publicada pela ANS, prevê a divisão dos planos de saúde coletivos em dois pilares: empresarial e por adesão - sindicatos e associações. As mudanças, na maioria, são comuns para ambas modalidades.
Passou a ser proibida aplicação de reajustes antes de o contrato completar 12 meses. Antes, as atualizações nas mensalidades aconteciam após a negociação entre operadora e empresa.
Ficou proibida a diferenciação de reajustes para usuários de um mesmo contrato de convênio médico. No caso das mensalidades, foi proibida a diferenciação para beneficiários novos e antigos.
De acordo com a resolução, acaba a carência para planos coletivos com 30 ou mais usuários. Também é proibida a cobrança de acréscimo em mensalidades (agravo) e a suspensão de serviços de alto custo (cobertura parcial temporária) no caso de doenças pré-existentes.
Os beneficiários deverão acertam os pagamentos diretamente com a empresa, ou associação. A rescisão só é possível após 12 meses de contrato e com aviso prévio de 60 dias.
A técnica Cássia Daniele Lima, da corretora Overbank Seguros Investimentos, alerta sobre uma das mudanças específica ao plano coletivo empresarial. "Retirar o direito de incluir prestadores de serviços nos planos coletivos empresariais afetará muitos trabalhadores", diz. Antes da resolução, não havia restrição na inclusão de terceirizados. Agora é necessário o vínculo empregatício ou estatutário.
Cássia atende a empresa de tecnologia Active, com 38 funcionários incluídos em um plano coletivo. O grupo é formado por prestadores de serviços, que antes eram contratados sob o regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). "Quem já participa de uma apólice, continuará com o plano médico. Mas, quando acabar o contrato, eles não terão mais o benefício", diz.SINDICATOS O assessor jurídico da Unimed nacional, José Cláudio Ribeiro Oliveira, critica a regra sobre o pagamento direto ao sindicato ou associação contratante do convênio. "Se um contrato tem 5.000 beneficiários e um deles fica inadimplente, é possível que a associação não pague a operadora. Com isso, ao invés de cancelar o plano de uma pessoa, todo o grupo será prejudicado até que o sindicato pague a companhia", explica Oliveira.
Na visão do presidente da Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), Wilson Bianchi, as novas regras prejudicam o setor privado e o trabalhador. "Não acredito que a resolução melhore as condições das empresas que contratam o serviço. Acho que os planos médicos continuarão caros e, muitas vezes, com atendimento de baixa qualidade", afirma.
Objetivo é aumentar a transparência
Com a mudança das regras dos planos de saúde, o governo quer evitar cobranças abusivas. De acordo com a chefe de gabinete da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), Aléxia Ferreira, cerca de 40 milhões de beneficiários usam planos de saúde coletivos. Esse volume representa 76% do total de usuários dos convênios médicos. Ela diz que o reajuste a cada 12 meses evita cobranças excessivas por parte das companhias.
"Várias operadoras que oferecem convênios venciam licitações com preços baixíssimos. Três meses depois, devido ao dispositivo de sinistralidade, renegociavam os valores com as empresas contratantes e encareciam os planos em até 30%", explica Aléxia.
A sinistralidade é a compensação da operadora, por meio de reajustes, quando seus custos são desvantajosos em relação à receita. Esse dispositivo é calculado separadamente para cada contrato.Para o proprietário da Candinho Assessoria Contábil, Glauco Pinheiro da Cruz, o reajuste a cada ano facilita a gestão do caixa. "É mais fácil trabalhar com um reajuste anual. Você consegue fazer uma previsão dos gastos e se planejar para isso", diz.
Segundo a técnica Cássia Daniele Lima, da corretora de seguros Overbank Seguros Investimentos, "a melhor mudança nas regras foi a exclusão da carência". Com a nova resolução, todos os recursos do plano de saúde deverão estar disponíveis ao beneficiário imediatamente.
Para José Cláudio Ribeiro Oliveira, assessor jurídico da Unimed, a intensificação na fiscalização dos planos coletivos por adesão é positiva. "Antes, algumas associações que não tinham um objetivo a seguir, lucravam com os planos. Elas existiam para cobrar mensalidades dos integrantes e oferecer convênios de saúde", explica Oliveira.
Ele diz que esses "falsos planos de saúde coletivos" eram 100% pagos pelos associados. "Os dirigentes das associações sem causa negociavam com as operadoras, conseguiam preços baixos, e os beneficiários pagavam tudo", conta o advogado.
Aléxia afirma que a agência regulatória criou a resolução para dar mais transparência ao sistema de saúde suplementar coletiva.
Para ela, a exclusão do prestador de serviço dos planos é uma forma de defender o trabalhador. "A empresa deve representar o seu funcionário e não criar benefícios para outras empresas. Pelas leis trabalhistas, um prestador de serviço não pode ter os mesmos direitos que um trabalhador com vínculo empregatício."

9 de nov. de 2009

ANS define novas regras para planos de saúde 4/11/2009

ANS define novas regras para planos de saúde 4/11/2009
Entre janeiro e o início de novembro deste ano, a Coordenadoria de Proteção e Defesa ao Consumidor do Paraná (Procon-PR) registrou 1.742 reclamações envolvendo empresas ligadas a planos de saúde.
Por conta do grande número de reclamações, não apenas no Estado, mas em todo o Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) implementou, ontem, novas regras que deixarão mais claras as normas para contratação desse tipo de serviço no âmbito empresarial.
Segundo a agência, 52 milhões de brasileiros têm planos de saúde. Desses, 75% estão em planos coletivos empresariais ou por adesão, que são contratados por meio de uma associação ou sindicato.A partir de agora, segundo a ANS, os planos de saúde coletivos só poderão ter reajuste de preço a cada 12 meses. “Com isso teremos mais rigor em relação à atuação dos planos de saúde. Como não havia muita fiscalização, a periodicidade de reajuste era menor. Isso prejudicava as pessoas”, avalia a advogada do Procon/PR, Marta Favreto.
Além disso, a responsabilidade pelo pagamento dos serviços prestados pelo plano de saúde coletivo será da pessoa jurídica contratante - exceto nos casos de aposentados e demitidos.
“Com isso, o funcionário não receberá mais boletos. Agora, os colaboradores pagarão para as empresas, seja por desconto em folha ou não. As empresas, por sua vez, repassarão a quantia aos planos de saúde”, explica.
A carência, período necessário entre a assinatura do contrato e a permissão para utilização dos serviços dos planos de saúde, também foi alterada pela ANS. Agora, nos planos empresariais com mais de 30 pessoas, os beneficiários que aderirem, em até 30 dias da assinatura do contrato, estarão isentos da carência.
“A possibilidade de isenção da carência também será benéfica. Isso significa que mais pessoas poderão ter acesso aos planos e, consequentemente, maiores possibilidades de usufruir os atendimentos”, avalia.No entanto, mesmo com essas alterações, toda cautela antes de iniciar qualquer contrato é essencial para não ter problemas no futuro. “É importante verificar se essas empresas são bem organizadas e se operam corretamente. O plano de saúde funciona como um elo de ligação entre as pessoas e as instituições de saúde. Nesse caso, o plano precisa ajudar as pessoas e não colocar empecilhos quando o tratamento é necessário”, recomenda.

Fonte: Paraná Online

Nossas notícias são retiradas na íntegra dos sites de nossos parceiros. Por esse motivo, não podemos alterar o conteúdo das mesmas até em casos de erros de digitação.

Plano de saúde para empregada doméstica pode ser deduzido do Imposto de Renda

Plano de saúde para empregada doméstica pode ser deduzido do Imposto de Renda
Se for aprovada, a matéria segue para apreciação da Câmara dos Deputados
A dedução no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de gastos com planos de saúde para empregadas domésticas pode ser mais um incentivo para trazer à formalidade cerca de 4,5 milhões de trabalhadores que não têm carteira de trabalho assinada. Projeto de lei sobre o assunto está previsto para ser votado nesta terça-feira pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Se for aprovada, a matéria segue para apreciação da Câmara dos Deputados, uma vez que tramita em caráter terminativo e, portanto, não depende de votação no plenário do Senado. Para viabilizar a dedução no IRPF de eventuais gastos com planos de saúde, o empregador terá comprovar a regularidade das anotações na carteira de trabalho e estar em dia com as contribuições previdenciárias da empregada doméstica. Na opinião da relatora do projeto, Rosalba Ciarlini (DEM-RN), a medida não implica qualquer problema de arrecadação do governo. Ela acrescenta, em seu parecer, que um eventual impacto no caixa da Receita Federal será compensado com o aumento das contribuições à Previdência Social. A relatora destacou que o incentivo para que as domésticas tenham planos de saúde pode ser um instrumento a mais na tentativa de desafogar o Sistema Único de Saúde (SUS) e, consequentemente, garantir um melhor atendimento médico à categoria. O projeto de lei é o segundo item da pauta da CAE. Como o presidente da comissão, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), tem priorizado a votação de matérias terminativas, o projeto só não será votado caso haja pedido de vista por parte de algum senador membro do colegiado. Neste caso, o procedimento é conceder uma semana de prazo para a análise por parte de todos os senadores e votar a matéria na reunião seguinte.

AGÊNCIA BRASIL